A blasfêmia do vinho branco

dezembro 29, 2013

Minha mãe tinha me dado um vinho de presente, vinho branco chileno Casilero del Diablo (não entendo nada de vinhos, só sei dizer se gostei ou não) e deixei para abrir quando já estivesse na casa nova, pois me parecia ser um vinho bacana e merecia certo destaque. Hoje eu resolvi abrir a garrafa para tomar uma tacinha como alternativa ao meu relaxante muscular, pois estou com dores bem chatas no pescoço e ombros há alguns dias (tensão e lembranças de uma semana de mil mudanças)

Já falei aqui sobre as dores que sinto na coluna? Pois então, há uns 4 anos atrás comecei a sentir umas fisgadas na lombar, coisa super esporádica que aos poucos foi aumentando a frequência até se tornar bem incômoda. Procurei um médico, fiz raio X, raio Y, ressonância magnética, etc e tal. Tanta coisa pra me dizer que não era ainda uma hérnia de disco e só precisaria de fisioterapia por algum tempo e depois Pilates. A fisio me ajudou enquanto fiz, e o Pilates também. Minha fisioterapeuta me explicava que a dor que sentia era do nervo ciático, causada pela atrofia de um músculo chamado piriforme, que envolve o nervo. Eu com 24 anos e dores no ciático. Pode isso?
Continuei na fisio algu tempo. Acontece que virou modinha fazer Pilates por aqui e os preços subiram absurdamente. Eu fazia lá em São Leopoldo, quando morava por lá, mas ao voltar a morar em Porto Alegre eu desisti da ideia, pois aqui a modinha afetou os preços de maneira absurda. 
O que eu precisava mesmo para diminuir as dores era de alongamento, exercício físico, redução de peso e reforço muscular (principalmente no abdômen, pra sustentar a lombar). Eis que surgiu uma bolsa de estudos e fui morar na Alemanha, e mesmo eu tendo feito algum exercício por lá, voltei com 5kg a mais no meu peso, pura nutella e outras maravilhas que comia por lá como se não houvesse amanhã.

Depois de 10 meses morando de volta no Brasil, eu não consegui reduzi meu peso, e muito menos minhas dores, que vão e voltam. Vou falar em promessa de ano novo aqui? Claro que não!
Só queria dizer que abri meu vinho novo, não tinha taça nenhuma para tomar e cometi a blasfêmia de beber vinho na taça de cerveja. E da cerveja originária da cidade onde morei na Alemanha, a Detmolder. 
Claro que não dei a menor bola, se precisasse eu tomava em copo plástico (ou qualquer cumbuca disponível na casa). 
E no fim das contas o vinho nem era tão bom assim. Só me deixou alegrinha e espero que me faça dormir, antes que eu escreva mais inutilidades por aqui.

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3 comentários

  1. Haha é, para os apreciadores de vinho, vc cometeu uma garfe das grandes. Mas quem liga? O importante é ser feliz.
    Brindemos à nossa saúde em 2014. Um vinho chileno me cairia bem agora.
    Muaaah

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  2. tomo vinho até em pote de vidro reutilizado. abaixo as frescuras! ;P

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  3. Adorei o título do post.
    Essas dores que você descreveu são velhas conhecidas minhas, e sei o quanto é chato e incomodo, mas entre um vinho e outro a gente vai se virando... E ficando alegrinha. Rs ...
    bj

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