Tchau, paciência.

março 07, 2014

Sabe quando a paciência chega perto do limite do fim, e muita coisa te deixa intolerante?
A fase não anda muito legal e minha paciência ta por um fio. 
Entro nas redes sociais e vejo sempre a mesma coisa que perco a paciência e não entro mais. Carnaval parece que faz a grande maioria das pessoas mostrar a todos o quão felizes, faceiros e viajantes que são. "Olha so que lindo mais um dia nessa praia perfeita aqui ó, olha como eu sou feliz e de bem com a vida" Que saco! 
Me chamem de chata, invejosa, rabugenta, o que quiser, mas to sem paciência mesmo. E um pouco gripada com crises asmáticas, o que me deixa assim também.

Vim passar o carnaval (o feriado né, nada de desfiles nem bailes carnavalescos) em São Paulo acompanhar o namorado nas visitas familiares e passear um pouco. Mas São Paulo continua a mesma, aquela loucura de sempre, com pessoas e carros saindo pelo ladrão, esse céu nublado que não muda nunca, aquele monte de lixo pelo chão.

Ontem fui conhecer a feira da madrugada do Brás, onde os comerciantes vendem tudo por baixo dos panos sem nota, só aceitam dinheiro e com preços pra lá de baratos pra sacoleiros do país todo comprarem aqui e revender. Foi uma experiência interessante mesmo, comprei algumas coisas, não gastei nem 40 reais e voltei super tonta de tanta mercadoria poluindo a vista. Que loucura aquilo lá!
No outro dia tinha ido conhecer dois shopping "chiques" da capital, um deles é o novo JK Iguatemi, muito lindo lá dentro (colegas arquitetos iriam adorar), mas preços absurdos, obviamente. Um ingresso no cinema chegava a custar 64 reais! E nem final de semana era.

Enfim, ando impaciente mesmo, tendo pesadelos e sonhos com a vida pacata que eu levava na Alemanha e constatando que ter morado a vida toda em cidade grande (ta, Porto Alegre é uma província com roupa de cidade grande) me fez enjoar disso e querer mudar. Esse ritmo não me atrai mais. Quero uma vida nova, mais calma e com qualidade. E dai lembro que preciso de dinheiro (sempre o maldito dinheiro) e de um trabalho novo, pois não adianta só se formar, pegar o diploma e esperar que tudo caia do céu, pois tem aluguel, conta de luz, internet e supermercado pra pagar. Daí que a bolsa de estudos já terminou, e qualquer cursinho que eu pense em fazer me arde os olhos ver o preço que sai. E não quero ficar parada sem estudar também, mas ta difícil ver boas perspectivas. E além de pagar as contas todas, como sobra um pouquinho pra tentar fazer uma poupança? Não sei como se faz pra ser "adulto" da noite pro dia no Brasil, quando não se mora mais com os pais e não se tem mesada, muito menos um apartamento de presente de natal da família. Se alguém souber e quiser me explicar, tô só ouvidos.

Volto ao blog quando tiver algum assunto menos chato pra compartilhar, até a próxima!


Frederico, o papagaio que não gosta de mulheres.

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1 comentários

  1. Grazi querida,agora fiquei com vergonha do meu post de carnaval,hihi,melhor tu nem ler...

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